Aprendendo a nos reconhecermos

30/03/2017

 

Quando não aceitamos o que somos, não queremos que ninguém nos veja.

 

Temos vergonha da expressão e entendemos que expressão seja sinônimo de expor-se a julgamento, pois nós nos julgamos e nos condenamos e esperamos isso de todas as direções.

 

Temos dificuldades em lidar com o elogio e o reconhecimento, pois nos reprovamos e não reconhecermos a nós mesmos, então qualquer elogio nos soa incômodo, ou falso, e só conseguimos nos sentir constrangidos diante da necessidade de aceitar que existe algo em nós que gera admiração ou gratidão por parte do outro.

 

Achamos que o outro só pode ver, em nós, aquilo que nós mesmos vemos (mesmo nos recusando a olhar). 
 

 O fluxo de amor está fechado dentro de nós. Ao fechar o fluxo de amor, deixamos de nos amar, nos tornamos incapazes de amar o outro e de receber amor.

 

Repudiamos o amor que nos é oferecido. 
 

Nos refugiamos na crítica e no julgamento sobre o outro como forma de nos defender previamente da crítica e julgamento que esperamos do outro, mas que pertence a nós mesmos. 
 

Enquanto não admitimos nosso direito de existir da forma que somos e não aceitamos essa forma, não amamos essa forma, e alimentamos a ilusão de que o incômodo que sentimos é culpa do outro. 
 

Abençoados sejam!

 

Dra. Simone Reis

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